A greve dos professores do Estado do Rio de Janeiro já completa 113 dias, com adesão maciça da categoria, além de 60 escolas ocupadas por estudantes e a junção da rede de escolas técnicas na luta.
Em uma nova tentativa de intimidação contra o movimento, a Justiça revogou na terça-feira (14) a liminar que impedia o corte do ponto dos grevistas e determinou que a partir de agora os dias parados serão descontados do holerite dos professores.
A legalidade da greve ainda não foi julgada. A direção do Sepe-Rio já avisou que entrará com recurso.
“A calamidade do sistema público do Rio faz com que todos os nossos dissídios salariais sejam decididos no Tribunal de Justiça. Esse é o cenário jurídico e político”, explica Gustavo Miranda, diretor do Sepe-Rio e da Intersindical Central da Classe Trabalhadora.
Segundo ele, é a força do movimento grevista, especialmente no interior e na Baixada Fluminense, que tem levado o governo do Rio a ainda honrar com os salários dos professores, considerando que outras categorias têm sofrido com o parcelamento. E que permitiu a volta das eleições para diretor nas escolas, o que havia sido suspenso desde o governo Garotinho, na década de 90.
Outra vitória dos 113 dias de greve foi a grade de horários para sociologia e filosofia, que em vez de um tempo ganhou dois tempos e permitiu um rearranjo melhor no deslocamento dos professores destas matérias.
Se antes os professores de sociologia e filosofias se dividiam em até cinco escolas por mês para dar aulas, agora ficarão em duas.
A categoria realiza nova assembleia nesta quinta-feira (16) na quadra da Escola de Samba São Clemente, na Avenida Presidente Vargas, região central do Rio, para avaliar os rumos do movimento.
INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora
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