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NOTA DE REPÚDIO À INTERVENÇÃO MILITAR DOS ESTADOS UNIDOS NA VENEZUELA. TODA A NOSSA SOLIDARIEDADE AO POVO DA VENEZUELA!

Imagem: Comunicação da Intersindical
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A Intersindical – Central da Classe Trabalhadora repudia com total firmeza, indignação e sem qualquer concessão o brutal ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a soberania da República Bolivariana da Venezuela, ocorrido neste 03 de janeiro de 2026.

Sob o falso pretexto de combate ao narcotráfico, tropas norte-americanas realizaram bombardeios em território venezuelano e conduziram uma operação de grande escala contra a capital Caracas, culminando na captura criminosa do presidente eleito Nicolás Maduro e de sua companheira. Se confirmada, essa ação representa um sequestro de chefes de Estado e uma violação aberta e escandalosa dos princípios mais elementares do direito internacional, da soberania nacional e da autodeterminação dos povos.

Trata-se de um episódio gravíssimo de agressão imperialista, parte de uma longa e violenta história de intervenções, sanções, sabotagens, guerras híbridas e golpes promovidos pelo imperialismo estadunidense na América Latina. O objetivo é claro: capturar os recursos naturais e estratégicos da região – como o petróleo venezuelano – e esmagar qualquer projeto político, econômico e social que se recuse a se curvar aos interesses de Washington.

A Venezuela, detentora de algumas das maiores reservas de petróleo do planeta, tornou-se alvo permanente desta ofensiva. O controle das riquezas energéticas é o eixo central da estratégia imperialista, que busca institucionalizar o saque, impedir a soberania energética e transformar o povo venezuelano em mero espectador da exploração de sua própria terra. O ataque de hoje escancara o caráter terrorista da política externa dos EUA, que recorre à violência direta, à destruição e ao sequestro como instrumentos de dominação.

Frente a esse novo capítulo da ofensiva imperialista é hora de organizar a resistência dos povos e dos governos soberanos da região. A América Latina e o Caribe devem unificar forças em defesa de sua autodeterminação, construindo respostas políticas concretas: boicote aos interesses econômicos, diplomáticos e culturais dos EUA na região, fortalecimento da integração soberana latino-americana e isolamento dos setores internos que funcionam como correias de transmissão do domínio estrangeiro.

Rejeitamos com veemência o papel vergonhoso de setores da mídia e de forças políticas que legitimam a agressão imperialista, difundem falsidades e atacam governos soberanos. Essa atuação vil contraria os interesses dos povos latino-americanos e serve unicamente à dominação externa.

A Intersindical reafirma seu compromisso com os princípios do internacionalismo classista e da solidariedade entre os povos. Manifestamos nosso apoio ativo, firme e militante ao povo e ao governo legítimo da Venezuela, à sua luta por soberania, justiça social e autodeterminação. Saudamos também a firme condenação expressa pelo governo brasileiro diante da agressão norte-americana, e indicamos o papel fundamental que o Brasil possui na defesa da soberania dos países da América do Sul.

Defender a Venezuela hoje é afirmar o direito dos povos de decidir seu destino livremente, é defender a soberania latino-americana e dizer não à pilhagem imperialista. Enquanto houver opressão, haverá resistência popular. Enquanto houver imperialismo, haverá luta internacionalista.

Fora imperialismo da América Latina! Toda solidariedade a Nicolás Maduro e ao povo venezuelano!

São Paulo, 03 de janeiro de 2026 Direção Nacional da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

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