Agroecologia, Economia Solidária, Ecoturismo e Regeneração de Sistemas Vivos como base para a construção de um socialismo autogestionário
O Congresso da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, reunido em março de 2026, resolve:
Que o atual modelo de desenvolvimento, baseado na exploração da natureza e do trabalho, tem aprofundado as crises ambiental, social e econômica;
Que a degradação dos ecossistemas, a precarização do trabalho e a concentração de renda expressam os limites estruturais do modelo capitalista;
Que a classe trabalhadora é diretamente impactada por esse modelo, tanto nas condições de trabalho quanto nas condições de vida nos territórios;
Que a agroecologia e a economia solidária vêm se consolidando como práticas concretas de reorganização da produção, baseadas na cooperação, na autogestão e na centralidade da vida;
Que o ecoturismo, quando orientado por princípios regenerativos, organização comunitária e economia solidária, constitui uma importante estratégia de geração de renda, valorização do território e integração entre natureza, cultura e economia;
Que a geração de trabalho e renda nos territórios é condição fundamental para a autonomia da classe trabalhadora e para a sustentação de alternativas econômicas;
Que a regeneração de sistemas vivos consiste na articulação de iniciativas, territórios e saberes, conectando práticas produtivas, sociais, culturais e ambientais que muitas vezes operam de forma isolada;
Que a articulação de sistemas vivos é um processo de integração que permite que diferentes experiências dialoguem, se complementem e se fortaleçam mutuamente, criando sistemas territoriais capazes de sustentar a vida de forma regenerativa;
Que essa articulação transforma experiências isoladas em redes vivas, ampliando sua capacidade de gerar trabalho, renda e organização coletiva;
Que a construção de viabilidade econômica é condição essencial para a consolidação desses sistemas vivos;
Que a organização territorial da produção, da cultura e da economia constitui base estratégica para a construção de alternativas ao modelo dominante;
Que a integração entre agroecologia, economia solidária, ecoturismo e articulação de sistemas vivos configura, na prática, um sistema econômico baseado na autogestão, na cooperação e na centralidade da vida;
Que esse sistema aponta para a construção de um socialismo autogestionário, enraizado nos territórios, sustentado pela organização coletiva da classe trabalhadora e orientado pela regeneração da vida;
A agroecologia, a economia solidária, o ecoturismo e a regeneração de sistemas vivos — entendida como a articulação de iniciativas e territórios — como bases estruturantes para a construção de um sistema econômico autogestionário, orientado pela vida e pela regeneração.
Promovendo a articulação de sistemas vivos nos territórios, conectando sindicatos, comunidades e iniciativas locais, contribuindo para a construção de redes integradas de produção, serviços, cultura e geração de renda.
Por meio do fortalecimento de:
Articuladas como sistemas vivos capazes de gerar viabilidade econômica.
Voltados à:
Fortalecendo a capacidade da classe trabalhadora de construir e gerir seus próprios sistemas econômicos.
Pela ampliação de políticas públicas que integrem:
Incorporando a lógica da articulação de sistemas vivos como base de políticas territoriais.
Apoiando iniciativas que integrem:
Articuladas como sistemas vivos, com viabilidade econômica e capacidade de sustentação no tempo.
Baseado:
A Intersindical reafirma seu compromisso com a construção de alternativas concretas ao modelo capitalista, articulando luta e construção de novas formas de organização da economia.
A agroecologia, a economia solidária, o ecoturismo e a articulação de sistemas vivos constituem, de forma integrada, um caminho real para a construção de um socialismo autogestionário, enraizado nos territórios e orientado pela regeneração da vida.
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