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Trabalhadores da Ifood, Rappi, Uber e 99 vão a luta contra a patifaria das empresas

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As empresas de entregas e de motoristas por aplicativos, que se tornaram grandes grupos abusando do desrespeito aos trabalhadores e à Constituição Federal mostraram, mais uma vez, que são dirigidas por patifes.

Após várias rodadas de negociação realizadas no âmbito do Grupo Tripartite montado pelo presidente Lula para buscar soluções negociadas, as empresas insistem em manter remuneração e condições de trabalho que aviltam a dignidade de entregadores e motoristas.

Esses trabalhadores, homens e mulheres que investem seu carro, moto ou bicicleta sequer recebem pelos gastos com gasolina, pneus, ipva entre outros gastos no trabalho. Já a remuneração pelas horas de trabalhadas é baixíssima e muito distante das necessidades de quem trabalha para sobreviver com dignidade.

Diante dos inúmeros absurdos que prejudicam a categoria, a Bancada dos Trabalhadores do GT apostou na negociação com seriedade, mesmo sabendo que para solucionar de vez algumas violações chegará o momento de colocar o bloco da mobilização na rua. Questões como remuneração, reembolso de gastos com moto/carro/bike, falta de transparência no uso dos algoritmos para bloquear ou sacanear o trabalhador, previdência e saúde foram tratadas com profundo desrespeito pelas bilionárias empresas de entregas e de transporte de passageiros.

Trabalhar sim. Ficar mutilado ou morrer no trabalho, não!

Muita gente se acidenta ou até morre no trânsito, como os motoboys, para garantir que os pedidos cheguem rápido na casa das pessoas.
Essa situação exige adoção de medidas urgentes de prevenção e também de garantia de renda nas situações de adoecimento ou acidentes em que a pessoa não possa trabalhar.

Diante da intransigência das empresas, que insistem em seu “modelo de negócios” fora-da-lei, entregadores e motoristas preparam importantes mobilizações já para o dia 18/09 e devem contar com a solidariedade da população brasileira que é testemunha da importância do trabalho dessas categorias.

Já o governo Lula, que tem demonstrado seu compromisso com a garantia de direitos pra quem vive do trabalho, deve estabelecer medidas que levem as empresas de aplicativos a cumprir suas obrigações como qualquer outra empresa e a respeitar as trabalhadoras e trabalhadores.

Edson Índio
Executiva Nacional da Intersindical

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