
A plataformização e a escala 6×1 são duas faces da mesma lógica de superexploração do trabalho. Para as professoras e os professores, a jornada não termina quando a aula acaba. Ela continua no planejamento, nas correções, nas plataformas digitais, nos grupos de WhatsApp, nas cobranças por resultados e nas tarefas que invadem noites, finais de semana e feriados. O que vendem como “inovação” é, na prática, mais controle, mais pressão e mais trabalho sem remuneração. O domingo, que deveria ser tempo de descanso, virou extensão da sala de aula.
Essa realidade precisa mudar. Dados apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que 14,8 milhões de trabalhadores brasileiros ainda estão submetidos à escala 6×1, enquanto 37,2 milhões cumprem jornadas de 44 horas semanais. O debate sobre a redução da jornada de trabalho ganha ainda mais importância diante das transformações digitais, que ampliam o tempo dedicado ao trabalho sem que isso seja reconhecido ou pago. No caso da educação, a plataformização intensifica a exploração da categoria ao transferir para o tempo livre dos docentes uma série de atividades que deveriam fazer parte da jornada de trabalho.
A Intersindical – Central da Classe Trabalhadora defende o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários, a regulação das plataformas digitais e a garantia do direito à desconexão. Agora a mobilização entra em uma etapa decisiva: no dia 30 de junho, participe dos atos nacionais pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Em São Paulo, a concentração será às 18h, em frente ao MASP, na Avenida Paulista.
Se você não puder comparecer presencialmente, a mobilização nas redes também é fundamental para somar forças. Quanto maior a mobilização, maior a pressão para que o Senado vote ao lado da classe trabalhadora. Participe do ato, pressione os senadores em napressao.org.br e compartilhe esta campanha!
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