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CRISE DO CAPITALISMO E AVANÇO DO IMPERIALISMO COLOCAM AMÉRICA LATINA EM DISPUTA, AFIRMA NIVALDO DA FSM

Imagem: Comunicação da Intersindical
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Nivaldo Santana, da Federação Sindical Mundial, avalia que o mundo atravessa uma fase de crise estrutural do capitalismo, marcada pelo aumento da desigualdade, instabilidade geopolítica e avanço de forças conservadoras. “Vivemos um período em que as placas tectônicas que sustentam a ordem mundial estão se movendo”, declarou, durante a mesa de solidariedade internacional do IV Congresso da Intersindical Central da Classe Trabalhadora.

Segundo ele, há um processo em curso de transição de um modelo unipolar — historicamente liderado pelos Estados Unidos — para uma configuração multipolar, com maior disputa entre potências.

Esse movimento ocorre em meio a uma crise econômica persistente no Ocidente, caracterizada pela hipertrofia do capital financeiro, uma crescente concentração de renda, aumento da pobreza e da precarização do trabalho e a intensificação da perseguição a imigrantes.

Para o dirigente, esse contexto cria um ambiente propício ao fortalecimento da extrema direita em diferentes países.

Guerra e resposta do imperialismo

Na avaliação de Santana, diante da perda relativa de hegemonia, os Estados Unidos recorrem a estratégias mais agressivas na política internacional.
“O ambiente de crise e transição da ordem mundial funciona como um caldo de cultura para ações desesperadas do imperialismo, que passa a apostar cada vez mais na guerra e na força bruta”, afirmou.

Cerco geopolítico ao Brasil

O dirigente destaca que a América Latina ocupa papel estratégico nesse cenário. Como exemplo, cita o acordo firmado pelo Paraguai para instalação de bases militares norte-americanas próximas à fronteira com o Brasil.

Segundo ele, a medida representa um movimento de cerco geopolítico ao país.

“O Brasil tem um peso estratégico na correlação de forças global. Não por acaso, já foi dito que a eleição mais importante da América Latina e do Caribe ocorre aqui no Brasil este ano”, afirmou.

Para Santana, os conflitos políticos internos no Brasil não podem ser compreendidos de forma isolada, pois estão diretamente conectados às disputas internacionais.
Ele defende a construção de uma ampla frente antimperialista, articulando movimentos sociais, sindicais e forças políticas: “A luta que travamos no plano nacional é indissociável do que está acontecendo no mundo”.

Convergência com a Intersindical

Nivaldo ressaltou a ampla convergência de opiniões que a Intersindical tem com a FSM e a importância das eleições de 2026 no Brasil dada a gravidade da conjuntura internacional.

“Temos ampla convergência com as teses que colocam a luta contra o imperialismo no topo da agenda, perseguição a Venezuela, Cuba, Irã e ameaças concretas ao nosso país. Querem transformar PCC e Comando Vermelho em organizações terroristas para intervir no Brasil e influenciar eleições. Estão criando cerco para impedir que países do nosso continente tenham autonomia e industrialização”, afirmou.

E citou duas datas importantes para a esquerda brasileira: o dia 15 de abril com todos em Brasília lutando pelo fim da 6X1 e o 1º de maio da classe trabalhadora.

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