
A Intersindical – Central da Classe Trabalhadora manifesta sua total solidariedade aos profissionais da educação da cidade de São Paulo diante do ataque representado pelo PL 354/26, protocolado pelo prefeito Ricardo Nunes na Câmara Municipal.
Apresentado pelo governo municipal como uma “reorganização”, o projeto representa, na prática, mais uma etapa do desmonte da educação pública paulistana e uma tentativa de rasgar direitos historicamente conquistados pela categoria, especialmente aqueles previstos na Lei 14.660/07. Não se trata de reajuste ou modernização: trata-se de um pacote de maldades contra professoras, professores, ATEs, equipes escolares, estudantes e toda a comunidade que depende da escola pública.
Entre os pontos denunciados pelo movimento da educação estão a ameaça ao PEI, abrindo caminho para a privatização dos CEIs e para a entrega da educação infantil a interesses empresariais; a ampliação dos contratos temporários de 10% para 30%, precarizando vínculos, atacando direitos e fragilizando o IPREM e a aposentadoria dos servidores; a manutenção da exclusão de profissionais readaptados da JEIF, penalizando quem adoeceu trabalhando; e o endurecimento do estágio probatório, com mecanismos de controle, submissão e redução salarial.
A Intersindical reafirma que a educação pública não pode ser tratada como mercadoria, nem seus trabalhadores e trabalhadoras como peças descartáveis de uma política de ajuste fiscal e privatização. Defender a escola pública é defender o direito da classe trabalhadora à formação crítica, ao cuidado, à dignidade e ao futuro.
Por isso, a Intersindical se soma à luta dos profissionais da educação da cidade de São Paulo e apoia as mobilizações da categoria contra o PL 354/26. Somente a organização coletiva, a unidade na base, a pressão nas ruas e a disposição de luta poderão barrar mais esse golpe contra o serviço público.
Nenhum direito a menos. Em defesa da educação pública, dos servidores e das crianças da cidade de São Paulo.
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
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