COMUNICADO DA DIREÇÃO NACIONAL DA INTERSINDICAL – CENTRAL DA CLASSE TRABALHADORA
SOBRE O 1º DE MAIO DE 2025
1. A Intersindical – Central da Classe Trabalhadora comunica sua militância, entidades filiadas e a classe trabalhadora em sua diversidade a se somarem às mobilizações do Dia Internacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, o 1° de Maio.
2. Neste 1° de Maio, estamos diante de um momento muito importante para a classe trabalhadora no Brasil, trabalhadores que atuam na escala 6X1 e entregadores por aplicativo estão mobilizados em torno da luta por direitos e conseguiram uma ampla adesão das suas categorias além de um forte apoio social. Estas duas pautas de mobilização criaram um forte movimento de massas, que tem pautado o debate público no país. Essa é uma novidade política fundamental, oportunidade para que o movimento sindical se fortaleça e se reinvente diante das novas expressões de luta na base da classe trabalhadora.
3. Sendo assim, o 1º de Maio deve assumir de maneira decidida e firme as pautas mais debatidas na atual conjuntura, a fim de dialogar com as necessidades de amplos setores de trabalhadores e contribuir para o sucesso de suas reivindicações. São elas.
● Fim da escala 6×1, que suprime o descanso digno, desagrega o convívio social e familiar e intensifica a lógica da exploração.
● Direitos para os trabalhadores por aplicativo, cm reajuste da taxa mínima para R$ 10 por entrega, aumento do valor pago por quilômetro para R$ 2,50, limite de até 3 km por pedido para entregas de bikes e pagamento da taxa integral por entrega sem cortes arbitrários quando há múltiplos pedidos no mesmo trajeto.
● Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e Taxação das Grandes Fortunas, como medidas essenciais de justiça tributária, gerando a valorização de quem vive de seu próprio trabalho e garantindo que os mais ricos contribuam de fato com o financiamento das atividades públicas.
● Igualdade Salarial entre homens e mulheres, conforme a Lei nº 14.611/2023, deve ser colocada em prática a fim de garantir justiça salarial para as trabalhadoras.
4. Além destas pautas específicas, indicamos, conforme construção da Direção Nacional da Intersindical, as seguintes pautas pertinentes à conjuntura atual, sendo elas:
a) Por uma política urgente que combata a inflação dos alimentos;
b) Contra os juros altos;
c) Sem anistia, luta em defesa da democracia e prisão de Bolsonaro e todos os golpistas;
d) Revogação das reformas trabalhista e previdenciária de Temer/Bolsonaro;
e) Desenvolvimento sustentável e atenção urgente às questões climáticas;
f) Luta Contra a Reforma Administrativa;
g) Defesa dos Pisos Constitucionais.
5. A realidade da luta de classes nos impõe a tarefa de reconhecer a importância, apoiar e aprender com as novas expressões da luta dos trabalhadores e trabalhadoras, que hoje se mobilizam fora da estrutura sindical tradicional. Em especial, trabalhadores por plataforma e setores atingidos por escalas de trabalho extenuantes. Essa, sem a menor dúvida, é a tarefa principal para o movimento sindical neste 1º de maio.
6. Além disso, não devemos negligenciar a força dos inimigos de classe. Embora tenhamos derrotado nas urnas o projeto neofascista, o bolsonarismo e a agenda de ataque aos nossos direitos, segue operando nas instituições, nos territórios e nas redes, ameaçando permanentemente tanto o regime democrático quanto às conquistas trabalhistas. Essa conjuntura exige de nós unidade, mobilização e organização permanente contra a extrema-direita e sua agenda de retrocessos. Não há justiça sem direitos trabalhistas e sociais, não há democracia sem organização sindical forte e mobilizada.
7. Quanto à organização do 1º de Maio pelas centrais, cabe destacar que respeitamos a autonomia política de cada campo sindical para desenvolver suas ações, porém, compreendemos que o formato descentralizado das atividades da jornada não contribuem para o esforço de unidade no nível que necessitamos. Mesmo assim, nos somamos à jornada nacional organizada pelas centrais sindicais, sob o lema: “Por um Brasil mais justo: solidário, democrático, soberano e sustentável“.
8. A Intersindical convida seus sindicatos, movimentos, comitês populares e entidades de base a construírem os atos do 1º de Maio em todo o país. Em São Paulo, estaremos neste dia, nos somando ao ato pelo fim da escala 6×1, que acontecerá na Av. Paulista.
9. Vamos ocupar as ruas e mostrar que a classe trabalhadora segue viva e organizada na defesa da democracia e dos seus direitos.
Viva o 1º de Maio!
Viva a luta da classe trabalhadora!
São Paulo, 02 abril de 2025
Direção Nacional da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
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