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UNIDADE, MOBILIZAÇÃO E ENFRENTAMENTO AO FASCISMO: A ESTRATÉGIA DA ESQUERDA DIANTE DA OFENSIVA INTERNACIONAL

Imagem: Comunicação da Intersindical
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A presidenta nacional do PSOL, Paula Coradi, resgatou sua trajetória militante na Intersindical Central da Classe Trabalhadora e apontou os desafios históricos colocados para a esquerda brasileira nestas eleições de 2026.

Coradi começou relembrando sua atuação como primeira secretária de juventude da Intersindical em 2014, destacando o papel pioneiro da central no diálogo com novas formas de organização política.

“Naquele momento, só a Intersindical tinha a proposta de se conectar com o novo”, afirmou ela, referindo-se a inclusão dos movimentos sociais e trabalhadores informais na central, ressaltando a importância de atualizar as formas de luta sem abandonar o horizonte estratégico da luta de classes.

A lição central daquele período segue atual: a unidade da esquerda deve se sobrepor às diferenças internas diante da urgência histórica. “As nossas diferenças são muito menores do que a tarefa colocada hoje: derrotar o fascismo e a extrema direita”.

Ofensiva internacional e eleições no Brasil

A presidenta do PSOL alerta para o cenário global de escalada autoritária e de ruptura das normas internacionais em episódios recentes envolvendo países como Cuba, Venezuela e Irã como sinais de um “ataque sem precedentes” à soberania dos povos e ao direito internacional.

Nesse contexto, Coradi chama atenção para o risco de interferência externa nas eleições brasileiras: “Qual será o nível de interferência que Donald Trump vai tentar impor sobre o Brasil?”, disse, defendendo vigilância e organização política diante de possíveis ingerências internacionais.

Vitórias concretas e o papel das ruas

Apesar do cenário adverso, Coradi menciona derrotas impostas a projetos conservadores no Congresso, como o PL do Estuprador, a PEC da bandidagem e os avanços em pautas populares, como a isenção do IR para quem ganha até R$5mil e o apoio popular ao fim da escala 6X1.

Segundo a dirigente, essas vitórias têm um elemento comum: a presença ativa do povo nas ruas. “Mesmo em uma correlação de forças difícil, fomos para as ruas e disputamos nossas ideias na sociedade”.

Disputar o futuro com esperança e luta

O desafio colocado para a esquerda, segundo a presidenta do PSOL, é construir um projeto de país enraizado nas necessidades reais da população brasileira — um projeto comprometido com justiça social, soberania e democracia “que tenha as cores e a cara do nosso povo”.

“É assim que vamos disputar o futuro do Brasil: com esperança, mas também com garra e organização. Sem mobilização popular, unidade política e enfrentamento direto à extrema direita, não haverá avanço. A história recente já mostrou — e o próximo período tende a aprofundar essa disputa”, concluiu.

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