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Congresso ignora o reajuste do Judiciário

Imagem: Comunicação da Intersindical
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Ainda não há data marcada para a votação do veto ao reajuste dos servidores do Judiciário

O Congresso Nacional manteve a maioria dos 32 vetos presidenciais votados pelos parlamentares. Mas, por falta de quórum e de acordo, a sessão que começou por volta das 20h45 da terça-feira (22), foi encerrada pelo presidente Renan Calheiros às 2h20 desta quarta-feira (23).

Ainda não há data marcada para a votação dos seis vetos que não foram votados, entre eles o do reajuste dos servidores do Judiciário (que sofrem com a perda salarial de 9 anos de salários congelados), o que trata de terrenos da marinha e o que atrela as aposentadorias ao reajuste do salário mínimo.

Durante todo o dia de ontem (22), milhares de servidores do Poder Judiciário ocuparam o gramado, as galerias do Plenário da Câmara e as dependências do Congresso, com muito barulho, carros de som, apitos e protestos, para tentar sensibilizar os congressistas a derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff. Essa mesma cena já havia se repetido por várias vezes desde que o reajuste foi vetado, no final de julho.

Judiciário

O reajuste dos servidores do Judiciário foi aprovado nas duas Casas do Congresso antes de ser vetado pela presidente.

Madalena Nunes, diretora da Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União), lembra que os servidores apenas lutam pela reposição da inflação em 56%. “A categoria está indignada, o governo quer é terceirizar e fragilizar o Ministério Público”, afirma.

O impacto do reajuste sobre os cofres públicos neste ano será de R$ 10,5 bilhões, segundo Madalena Nunes. Os R$ 25, 7 bilhões serão divididos em 3 anos.

Os servidores do Judiciário não têm data-base para definir a recomposição salarial, como outras categorias. Toda e qualquer alteração no plano de carreiras e salários precisa passar pelo Congresso Nacional.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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