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Dida Dias exige ver o feminismo representado de fato nos sindicatos

Dida Dias exige ver o feminismo representado de fato nos sindicatos
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Aldenir  Dida Dias, do Coletivo Feminista Classista ‘Maria vai com as outras’, contou sua experiência no grupo da Baixada Santista, que abrange mulheres que não estão nos sindicatos, nem nos partidos políticos e conclamou os sindicalistas a darem o exemplo em suas próprias bases.

“No meio sindical temos que trazer essas mulheres, negras e indígenas nas mesmas condições dos homens, temos que marcar a nossa presença em reuniões e seminários que ajudam a nossa formação. Se não estivermos presentes o movimento sindical continuará igualzinho”, afirmou.

“Os homens que estão no sindicato não levam suas companheiras às reuniões porque ali, naquele lugar, ele sabe que pode sair com outras mulheres, porque para ele aquelas mulheres ali estão à disposição. Esta visão distorcida tem que mudar”, desabafou.

Dida cobrou ações concretas do campo progressista. “Se nós não nos posicionarmos, essa questão permanece, vamos continuar a ser assediadas em nosso próprio meio”.

O Coletivo Feminista Classista ‘Maria vai com as outras’ trabalha com mulheres no trabalho formal e informal, de várias orientações sexuais, jovens e idosas. “Só não temos camponesas, mas temos indígenas”, explicou.

Bandeira para os sindicatos

Um assunto importante para servir de bandeira nos sindicatos, segundo ela, é desconstruir essa ideia capitalista de “família margarina, pai, mãe e filho, como lugar do afeto e do amor”. “A gente sabe que a população LGBT é expulsa primeiro deste modelo de família. É nesta família margarina que continuam acontecendo estupros de adultos, pedofilia… a gente não fala disso na esquerda e não entende como pauta fundamental para desconstruir essa sociedade”, destacou.

Para Dida, “o mundo é um campo de guerra para as mulheres dentro e fora de casa”. “Não há nenhum lugar seguro para as mulheres, nem para o povo negro e indígena. A gente tem que acabar com essa sociedade que não nos faz feliz e entender de fato que a única forma de mudar é nos juntar, é ter dinheiro para as nossas atividades, creche, respeito”, finalizou.

Texto: Tsuli Turbiani


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