
TRABALHO QUE FRATURA, JORNADA QUE ADOECE: SAÚDE MENTAL E OS IMPACTOS DA ESCALA 6X1
Vanessa Silveira de Brito
O artigo discute a relação entre tempo de trabalho e saúde mental, com foco na escala 6×1 como dispositivo de precarização. Diferenciam–se duas dimensões: a duração da jornada (número de horas) e a escala de trabalho (distribuição da jornada), que podem ocorrer isoladas ou combinadas, ampliando impactos sobre a vida dos trabalhadores. A partir de revisão bibliográfica, mobilizam-se categorias clássicas como fadiga, desgaste e esgotamento, articuladas a reflexões sobre precariedade subjetiva e sociedade do cansaço. Com base em autores da sociologia do trabalho, da psicologia social e em dados internacionais, argumenta-se que jornadas prolongadas e escalas restritivas comprometem a saúde mental. Ao final, defende-se a redução da jornada e o direito ao tempo de viver como medida de cuidado e resistência.
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