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Só a luta e a resistência desta GREVE GERAL de 30/06 terão o poder de conter o desmonte dos direitos trabalhistas e do mercado de trabalho formal no Brasil. A Intersindical Central da Classe Trabalhadora convoca todos os sindicatos, movimentos sociais, igrejas e associações a se juntarem aos protestos da próxima sexta-feira, por todo o país. O retrocesso ao regime escravagista proposto pelo governo Temer será colocado em última instância de votação pelo plenário do Senado já no início de julho (entre os dias 5 e 12). Isso significa que na volta das férias escolares muitos pais poderão perder o emprego ou serão obrigados a jornadas extenuantes de trabalho, sem vínculo empregatício e sem a possibilidade de recorrerem à Justiça do Trabalho.
Por 16 votos a 9, com uma abstenção, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na quarta-feira (28), o Projeto de Lei 38/2017 que promove a reforma trabalhista patrocinada pelo grande capital. Agora o projeto segue para votação em regime de urgência pelo plenário do Senado. Se for aprovado vai direto à sanção presidencial.
A reunião da CCJ se encerrou às 23h55, após a votação dos destaques (todos derrubados pelo governo), em meio a uma grande confusão.
Isso porque para garantir o regime de urgência na tramitação da reforma, o que permite o envio imediato do texto para o plenário, o presidente da Comissão, senador Edison Lobão (PMDB-MA), usou a tática costumeira de tratorar o processo. Fez uma votação pro forma, pronunciando a frase: “os que forem a favor permaneçam como estão”.
Com isso, considerou a urgência aprovada e encerrou rapidamente a sessão, sob fortes protestos da oposição.
Por isso a votação da Reforma Trabalhista no Senado está prevista para ocorrer já nos próximos dias 5 a 12 de julho, ou seja, antes do recesso parlamentar.
Diante do risco de ser aprovada, o senador Paulo Paim (PT-RS) – um dos parlamentares que mais defende a classe trabalhadora no Congresso -, conclama a população a fazer “um grito silencioso do Brasil contra as reformas nesta sexta-feira, dia 30, dia da GREVE GERAL, numa grande mobilização social”.
Agora é hora de marcar cada senador e fazer pressão em cada um deles, nas redes sociais, nos gabinetes, entre os seus familiares e na porta da casa deles!
ACOMPANHE COMO VOTARAM OS SENADORES DA CCJ
– Votos SIM à reforma trabalhista (a favor de Michel Temer e contra os trabalhadores):
Jader Barbalho (PMDB/PA)
Romero Jucá (PMDB/RR)
Simone Tebet (PMDB/MS)
Valdir Raupp (PMDB/RO)
Marta Suplicy (PMDB/SP)
Paulo Bauer (PSDB/SC)
Antônio Anastasia (PSDB/MG)
Ricardo Ferraço (PSDB/ES)
José Serra (PSDB/SP)
Maria do Carmo (DEM/SE)
Benedito de Lira (PP/AL)
Wilder Morais (PP/GO)
Roberto Rocha (PSB/MA)
Armando Monteiro (PTB/PE)
Eduardo Lopes (PRB/RJ)
Cidinho Santos (PR/MT)
– Votos NÃO à reforma trabalhista (a favor da classe trabalhadora)
Eduardo Braga (PMDB/AM)
Jorge Viana (PT/AC)
José Pimentel (PT/CE)
Fátima Bezerra (PT/RN)
Gleisi Hoffmann (PT/PR)
Paulo Paim (PT/RS)
Ângela Portela (PDT/RR)
Antônio Carlos Valadares (PSB/SE)
Randolfe Rodrigues (REDE/AP)
1 Abstenção
Lasier Martins (PSD/RS)
INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora
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