
EM DEFESA DAS CONQUISTAS DEMOCRÁTICAS, DIREITOS E SOBERANIA: DERROTAR O FASCISMO E O IMPERIALISMO
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
1. A Intersindical – Central da Classe Trabalhadora – realizou seu 4º Congresso em um momento crítico para o Brasil e para o mundo. Vivemos uma conjuntura marcada por instabilidade internacional, reconfiguração do poder global, ofensiva do imperialismo e ascensão da extrema-direita fascista em diversas partes do globo. Internamente, o país está atravessado por uma batalha política em torno de três eixos centrais: a defesa da soberania nacional diante da nova ofensiva imperialista, do colonialismo digital e do poder das big techs; o combate ao golpismo e ao neofascismo no Brasil; e a urgência de uma agenda popular de direitos que enfrente a superexploração do trabalho e as desigualdades estruturais, tendo como dimensão incontornável a emergência climática, que já impacta diretamente o custo de vida, a saúde pública, a moradia e a vida nos territórios populares.
2. O IV Congresso ocorre também em novas condições para o movimento sindical e popular. A classe trabalhadora se transformou profundamente nas últimas décadas: a precarização avançou, a informalidade se tornou regra para amplas camadas de trabalhadoras e trabalhadores, e o trabalho por aplicativos fragmentou vínculos e corroeu direitos trabalhistas e sociais históricos. Ao mesmo tempo, surgem novas formas de luta, novas identidades laborais e novas experiências de organização, como os breques dos aplicativos, as campanhas pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1, os projetos de economia popular solidária, as redes de solidariedade e apoio mútuo e as mobilizações que partem do cotidiano real do povo.
3. Por isso, as tarefas do IV Congresso possuem os seguintes eixos fundamentais:
A. combater o imperialismo e defender a soberania nacional e a solidariedade internacional com todos os povos em luta;
B. enfrentar a extrema-direita fascista no Brasil, defender as conquistas democráticas e combater as opressões que sofremos na sociedade de classes- racismo, machismo, LGBTQIA+fobia, entre outras;
C. lutar contra a retirada de direitos e contribuir para o avanço de uma agenda da classe trabalhadora em toda sua diversidade.
4. O Estado capitalista expressa as contradições inconciliáveis entre as classes. Por isso, a força da classe trabalhadora reside em sua capacidade de mobilização, organização e consciência. Esse é o alicerce do sindicalismo classista, que atua a partir da realidade concreta e da vida cotidiana para construir poder social. Seu objetivo é impulsionar uma agenda que ultrapasse os limites imediatos da ordem vigente e aponte para a superação do capitalismo e a transição para o socialismo.
5. Esta tese afirma uma orientação política indispensável: não haverá vitória estratégica somente pelas instituições. A defesa da democracia e a conquista de direitos dependem do povo em movimento. A experiência recente demonstra que, quando o campo popular recua para a negociação “a frio”, a agenda é capturada pelos donos do poder e do capital. Quando há disputa política e capacidade de mobilização, abrem-se possibilidades de avanço. A Intersindical, por sua história e sua vocação, deve ser instrumento para ampliar essa capacidade, organizando principalmente os setores mais explorados e menos protegidos historicamente.
6. Em nosso tempo histórico, o sindicalismo classista é chamado não apenas a reafirmar seus compromissos, mas também a formular novas formas de intervenção e organização. Esse é o caminho para construir a emancipação das trabalhadoras e dos trabalhadores. O IV Congresso assume essa tarefa como missão central, comum aos setores, movimentos, sindicatos e organizações que hoje se unem sob a bandeira da Intersindical.
Clique Aqui e confira na integra a resolução do IV Congresso Nacional da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora.
Comentários