Mesa de Negociação Permanente com servidores federais de 2023

Imagem: Comunicação da Intersindical
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Na última segunda-feira, dia 18 de dezembro, aconteceu a última Mesa de Negociação dos servidores federais. Acordada pelo governa na reunião anterior, ela foi chamada com pauta exclusiva sobre questões econômicas.

O governo, representado na Mesa pelo Secretário Feijóo, anunciou um aumento de pouco mais de 50% em 3 benefícios da categoria: o Auxílio Alimentação que deve passar para R$ 1.000,00 (mil reais), o Auxílio Creche que passará para R$ 484,00 e o Auxílio Saúde que passará a ter o valor médio de R$ 215,00 per capita para quem paga plano suplementar de saúde. Sobre reajustes na remuneração básica, o governo se resumiu a propor o índice de 4,5% em cada ano para os anos de 2025 e 2026.

Apesar de que a equiparação de benefícios com os demais poderes é um dos 5 pontos da pauta da campanha salarial protocolada na Mesa pela bancada Sindical e que os percentuais de reajuste são significativos, a proposta foi recebida com preocupação.

Alguns pontos devem ser analisados: Não a recuperação nas perdas de aposentados, visto que estes não recebem auxílios alimentação e creche. A proposta desconsiderou que há necessidade de recomposição salarial depois de longo período de congelamento e sequer garante o reajuste de acordo com a inflação acumulada durante o próprio governo Lula.

Efetivamente não está havendo uma negociação, visto que a propostas tem sido apresentadas de maneira fechada, com pouca ou nenhuma possibilidade de intervenção da bancada sindical, tanto no montante a ser disponibilizado que precisava estar de acordo com a necessidade dos (das) servidores(as) públicos e da necessidade de serviços públicos da população que aumenta significativamente e não com a disponibilidade de orçamento, atendendo aos interesses dos financistas, garantindo o tal inexequível e injustificável déficit zero.

Reconhecendo que a eleição de Lula foi fundamental para não aprovação e aplicação imediata da PEC32 que representaria desmonte e desemprego, não deixamos de reconhecer que a burguesia tem espaço privilegiado neste governo de coalisão e, desta maneira, somente a mobilização e a luta poderão garantir a conquista do que nos é devido.

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